Sueli Vidigal diz que venceu onda de denuncismo e se considera uma heroína
Durante a entrevista, a pedetista declarou que buscou forças para enfrentar o que chamou de "onda de denuncismo da máquina pública" e saiu mais uma vez fortalecida por ser a segunda deputada mais votada do Espírito Santo.
A deputada federal Sueli Vidigal (PDT), reeleita para mais um mandato na Câmara e líder de denúncias de crime eleitoral durante o período de campanha, afirmou, durante entrevista exclusiva ao Folha Vitória, que foi vítima de uma perseguição política, mas que deu a volta por cima e se considera uma heroína com o resultado das urnas.
Durante a entrevista, a pedetista declarou que buscou forças para enfrentar o que chamou de "onda de denuncismo da máquina pública" e saiu mais uma vez fortalecida por ser a segunda deputada mais votada do Espírito Santo.
Confira a entrevista na íntegra:
Folha Vitória: A senhora é líder de denúncias de crime eleitoral, inclusive de compra de votos. Essas denúncias lhe afetaram de que forma?
Sueli Vidigal: O que eu senti na Serra foi uma artilharia, uma onda de denuncismo muito grande, mas tenho uma história de 22 anos de trabalho nesse município, fazendo um trabalho serio, em função dos moradores. Foi nosso trabalho que me sustentou. Uma coisa interessante é que essa não é a primeira vez que sou candidata com o prefeito Sergio Vidigal na prefeitura. Já fui a candidata Sergio Vidigal antes e nunca houve essas denúncias todas de uso da máquina. O ex-prefeito [Audifax Barcelos] já foi candidato quando o Sérgio Vidigal era prefeito e nunca houve esse tipo de artilharia. A impressão que se tem é que alguém montou alguma coisa para me prejudicar.
FV: A senhora acredita que essas denúncias acabaram fazendo com que não fosse líder de votos?
SV: Acredito que isso tenha contribuído para o processo de enfraquecimento do número de votos. Mas apesar disso tive ganho de votos em relação ao primeiro mandato. Na época tive 118 mil votos e nesse foram 141 mil.
FV: A que a senhora atribui essas denúncias, acha que foi perseguida?
SV: Acho não, tenho certeza. Houve uma perseguição muito grande. A cada dia era uma denúncia nova de uma placa, de que eu estaria distribuindo cestas básicas. A quem interessava isso? Mas o mais importante disso tudo é que sobrevivi graças a nossa história. Sou corajosa. A adversidade leva homens a se quebrarem e outros a quebraram recordes. Busquei mais forças para enfrentar isso tudo. Sou uma heroína.
FV: Seu adversário político, o Audifax, teve mais votos que a senhora. Ficou uma ponta de ressentimento?
SV: Ele não é meu adversário. Ele foi meu concorrente assim como qualquer outro candidato. Não tenho uma disputa direta com ele. O que posso garantir é que não houve nada da nossa parte. Ele saiu do partido, achou que não deu certo a construção que foi feita no partido. É natural que ele tenha essa quantidade de votos, ele foi ex-prefeito na Serra, foi bem avaliado. Quem ganha é a Serra que vai ter dois deputados federais na Câmara. Nossa obrigação é trabalhar e levantar a bandeira dos moradores do município.
FV: A senhora foi eleita para seu segundo mandato. O que vai fazer que não deu tempo de fazer no primeiro?
SV: Na minha recondução para a Câmara, com certeza, vou lutar e garantir os recursos para o Espírito Santo. Em 2010, fui a deputada que mais trouxe recursos da União em emendas individuais. E o Espírito Santo com sua maturidade política me reconduziu novamente. Os desafios serão retomar temas que ficaram paradas em função do período eleitoral, como os recursos para obras do PAC 2, a questão dos royalties, do aeroporto de Vitória e duplicação da BR-101 e BR-262. Vamos trabalhar sintonizados com a nova bancada.
FV: A senhora é favorável a volta da cobrança da CPMF?
SV: Tenho acompanhado na imprensa que quem está participando deste debate é o PSB, eles têm que dar uma explicação para o país. Nosso país é o que tem a maior carga tributária. Acabar com a CPMF foi um avanço e o que podemos acompanhar é que não houve nenhum prejuízo. Não concordo com novo imposto.
FV: Pretende ser prefeita da Serra?
SV: Nunca fui cogitada, não existe essa possibilidade. Nunca ouvi esse tipo de conversa. Estou preocupada agora é em desempenhar meu novo mandato.
FV: A sua campanha foi a mais cara entre os deputados da bancada, quase R$ 2 milhões. Isso compromete de alguma forma sua atuação na Câmara?
SV: Minha campanha está toda oficializada. Não tenho preocupação em relação a isso. Quando se apresenta uma prestação de contas transparente não há o que temer.



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