Granjas de Santa Maria de Jetibá produzem cerca de 6 milhões de ovos por dia

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Diversidade e adversidade. Palavras parecidas, mas de significados completamente diferentes. Ainda assim, em Santa Maria de Jetibá elas se complementam.

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O município formado por descentes de imigrantes pomeranos se destaca como um dos maiores produtores de ovos do país.
 
São seis milhões de ovos por dia e mais de dois bilhões por ano. A produção é dividida entre 160 famílias. Apenas uma granja possui 10 mil galinhas que produzem uma média diária de 9200 ovos. Depois de coletados, os ovos seguem para a classificação. 
 
O trabalho é automatizado: na esteira os ovos são separados conforme o peso. O segmento representa 74% da economia da cidade. “A cooperativa foi fundada justamente para a avicultura”, comentou o fundador da Coopeavi, Argeo Uliana.
 
Porém, nem todos os ovos estão na mesma cesta. Os produtores, que são ligados às cooperativas, diversificaram a produção. “O café representa 49%, a avicultura 27% e o hortifruti 18% do nosso negócio. Também temos a nutrição animal, com uma fábrica de ração que, além da avicultura, fornece ração para bovinos e suínos. Outro aspecto interessante da nossa economia da cooperativa é a questão do varejo. Temos onze filiais comercializando produtos agropecuários para o homem do campo”, comentou o gerente da Coopeavi, Daniel Piazzini.
 
Isso é saber aproveitar cada estação do ano. “Hoje já temos frutas, floricultura, produção de morango… As hortaliças também saem daqui para o país inteiro”, acrescentou o engenheiro agrônomo Alfredo Stange.
 
Escapar das adversidades está no sangue dos moradores da cidade. A história de Santa Maria de Jetibá se confunde com a chegada da imigração europeia, principalmente de pomeranos. Eles vieram iludidos com propostas do Governo Brasileiro, que precisava de mão de obra. “A Pomerânia era uma região da Alemanha onde atualmente é a Polônia. A história desse povo não se perdeu, fincou raízes no município”, explicou o diretor de cultura Nilton Capaz.
 
Desde 2009, Santa Maria de Jetibá ganhou uma lei que tornou a cidade bilíngüe. A lei ainda precisa ser regulamentada, mas diz principalmente que placas e fachadas devem trazer as duas opções de língua: o português e o pomerano.
 
“As pessoas falam muito em pomerano, principalmente no interior. Quando elas vêm para o município para o atendimento médico ou para frequentar lojas e supermercados, eles preferem que alguém que possa atendê-los em pomerano”, relatou a professora Mônica Gums Raach.

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