Andaime cai de obra com mais de 7 metros e pedreiro morre em Cariacica

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A queda de um andaime de uma altura de mais de sete metros provocou a morte de um pedreiro em uma obra no bairro São Geraldo I, em Cariacica, na tarde desta quarta-feira (18).

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{article.get_image_caption} Foto: Reprodução

Jeni Pinto dos Santos, de 40 anos, fazia o reboco de um prédio em quando tudo aconteceu. O pedreiro não resistiu ao impacto e morreu na hora.
 
Outro trabalhador também estava no andaime improvisado que cedeu. Jorge Lira, de 40 anos, caiu no chão e teve ferimentos pelo corpo. Ele foi socorrido ainda com vida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado para o Hospital Antonio Bezerra de Faria, em Vila Velha.
 
No local, uma placa do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Espírito Santo (Crea) autoriza o funcionamento da obra, mas falta o nome do engenheiro responsável.
 
A Defesa Civil esteve no local e interditou a rua e a obra. Porém, o trabalho de fiscalização compete à secretaria de obras do município. Um amigo do trabalhador que morreu no acidente contou que foi chamado para prestar serviço na obra, mas não aceitou. O pedreiro reclama da falta de equipamentos de segurança. "Falta capacete, cinto de segurança... Não tem nada! É assim que nós trabalhamos hoje em dia", lamentou José Cordeiro.
 
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a área da construção civil é a que mais registra acidentes durante o expediente. Pessoas que vivem próximas à obra onde aconteceu a queda do andaime dizem que essa não é a primeira vez que acidentes na região são registrados. Outro trabalhador ficou preso nos fios de alta tensão quando fazia serviços em uma obra. "O vergalhão foi atraído pela corrente elétrica, formou uma bola de fogo e jogou o homem longe. Ele ficou bem queimado", destacou o morador Hugo Fardim.
 
Uma dona de casa conta que a vítima era ótima profissional e já teria trabalhado na casa dela. Segundo a moradora, ele não foi a única vítima da falta de segurança no ambiente de trabalho. "Quando a minha filha descia do ônibus, jogaram um martelo de lá de cima. O vidro do coletivo foi quebrado e minha filha está com as pernas machucadas até hoje", comentou Auxiliadora Marques.


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