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Coser quebra silêncio e fala sobre denúncias de irregularidades em desapropriações

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O prefeito de Vitória, João Coser (PT), esteve na Câmara de Vereadores, nesta quarta-feira (14), para prestar contas do seu mandato.

Durante quatro horas e meia, o petista também aproveitou para se defender das acusações de fraude em processos de desapropriações da Capital.

Coser, em entrevista coletiva, negou qualquer tipo superfaturamento no preço pago pela venda dos imóveis. As denúncias, que já estão sendo investigadas pelo Ministério Público do Espírito Santo, foram feitas pelo ex-chefe do setor de desapropriações da prefeitura Geraldo Caetano Neto.

Segundo o ex-servidor, os valores pagos nas negociações superam até mesmo os que foram calculados pela Comissão Permanente de Avaliação (Copea), órgão ligado ao Executivo municipal.

As investigações apontam que de 2005 a 2008 foram gastos com desapropriações R$ 128 milhões. Desse montante, cerca de R$ 40 milhões teriam sido pagos irregularmente.

Entre os casos investigados está a compra de um imóvel em Tabuazeiro, por R$ 15,2 milhões. Também está sendo apurada a compra de um hotel na Ilha do Príncipe, por R$ 5,5 milhões, e o prédio onde funciona o pronto atendimento da Praia do Suá, por R$ 1,7 milhão.

Segundo o prefeito, que teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal, o Executivo tem condições de provar que não há irregularidades nos processos. Questionado sobre o bloqueio dos bens, o petista voltou a afirmar que estava tranquilo, já que a ação foi motivada pelas obras do PA da Praia do Suá. “Estou tranquilo. Já disponibilizamos dados para o Tribunal de Contas, ao Ministério Público e à Câmara Municipal. Tenho certeza de que o que fizemos está dentro do que determina a Lei”.

O prefeito João Coser negou ainda que parte do dinheiro iria para o caixa do PT para financiar campanhas pelo partido. “Minhas contas estão todas registradas no Tribunal Regional Eleitoral e pelo que me consta que não existe nenhuma doação de desapropriados. É lamentável que se divulguem esse tipo de informação sem nenhuma fonte”.

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