Assessora do TJ e sobrinho são presos acusados de matar ex-presidiário em 1999
Dois acusados de matar um ex-presidiário há 12 anos foram apresentados pela polícia nesta quarta-feira (26). Foi detida a ex-namorada da vítima, Leoni Rodrigues Neto, e o sobrinho dela, Robson Rodrigues Rauta.
O crime aconteceu em setembro de 1999. Robson Alves Pereira foi morto dentro da casa da ex-namorada no bairro Marcílio de Noronha, em Viana. Segundo a polícia, Leoni deu duas versões para o crime. Primeiro ela disse que homens encapuzados invadiram a residência e assassinaram Robson. Agora, ela deu outro depoimento e contou que estava sendo agredida pela vítima quando o pai e o irmão interferiram para defendê-la e o mataram.
A mulher afirmou que só resolveu contar a verdade agora porque o pai morreu em 2004 e o irmão foi assassinado no ano passado. “Vamos verificar qual é a real participação dela e do sobrinho no crime. Também existem outras prisões que precisam ser cumpridas”, explicou o delegado Orly Fraga.
O que chama a atenção é que os dois foram detidos com mandados de prisão expedidos há sete anos e trabalhavam normalmente. Leoni é assessora judiciária do Tribunal de Justiça e Robson é vendedor.
“Houve uma falha no sistema. Existia um mandado de prisão e ela continuou trabalhando normalmente. O sobrinho dela também viajou várias vezes pára a Itália e não foi detectado nada pela polícia”, acrescentou o delegado.
Os dois ficam agora à disposição da justiça. Uma irmã de Leoni também está sendo procurada. Segundo o delegado, a Polícia Civil está com uma força tarefa para solucionar crimes antigos.
Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, o órgão só vai se pronunciar depois que apurar melhor a situação, mas afirmou que não sabia do mandado de prisão em aberto contra a assessora jurídica que atua na área administrativa.
O chefe de Polícia Civil, delegado Joel Lyrio, esclareceu que os dados de mandados de prisão em aberto são produzidos e armazenados na Prodest, mas o sistema não fornece estatísticas, apenas consulta de informações específicas e dados de outros Estados. Mesmo assim, por razões estratégicas, estes dados não podem ser divulgados.
