Home | NOTÍCIAS | ECONOMIA | Movimento nas papelarias já é 50% maior do que a média dos outros meses do ano

Movimento nas papelarias já é 50% maior do que a média dos outros meses do ano

image

Janeiro é o mês das papelarias e faltam apenas três semanas para as aulas começarem. Os empresários do setor afirmam que o movimento nos estabelecimentos já é 50% maior que a média dos outros meses.

A vantagem esse ano, segundo eles, é que os preços não estão maiores do que os do ano passado. “O que aumentou este ano foi o que surgiu de novo, ou seja, as novidades do mercado. Os outros itens estão todos com o mesmo preço do ano passado”, explicou a proprietária Eliese Maria.

A contadora Silva Helena Pereira é de Guarapari, mas trabalha em Vitória e compra na capital capixaba o material escolar dos filhos, porque segundo ela, a prática sai mais em conta para o orçamento da família, já que essa é a maior despesa. “Eu já começo o ano fazendo uma projeção para este gasto. Guardo um pouco do dinheiro de férias e décimo terceiro para não ser surpreendida”, declarou.

Para economizar é preciso pesquisar. Cadernos de 10 matérias e 200 folhas podem ser encontrados por R$ 7, 90 e também por R$ 29,90. Uma diferença de quase 200%.

As mochilas infantis podem ser encontradas de R$ 45,00 até R$ 275,00, dependendo da marca. Os pais sabem dessa importância e não deixam de comparar os preços. “Existem lojas na capital que os preços são bem mais em conta”, declarou um pai.

Além de pesquisar, os pais devem ficar atentos para evitar algumas situações consideradas abusivas. Segundo o Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES), as escola, por exemplo, não podem exigir que os pais comprem o material na instituição. A instituição de ensino deve fornecer uma lista para que os pais comprem onde quiserem. A indicação de marcas deve ser uma sugestão e nunca uma exigência da escola.

A assessora jurídica do Procon, Andressa Albani, alerta ainda que alguns materiais são proibidos de constar na lista. Eles são de uso geral da escola e o órgão entende que estão cobertos pelo custo da mensalidade. “Álcool, barbante, papel A4 e tudo que seja de uso coletivo não deve conter na lista de material escolar. Caso esses materiais sejam encontrados na lista, os pais devem procurar a escola para tentar fazer uma negociação. Se isso não ocorrer, os pais podem e devem fazer uma reclamação no Procon, que vai averiguar a situação e tomar as previdências cabíveis”, explicou.

Desenvolvido por Gregorio Junior v4.1.1