Costureira acusada de fazer aborto em jovem é identificada e detida na Serra
Após um dia inteiro de trabalho, a Polícia Civil identificou a mulher que fez o aborto de um feto de quatro meses, a pedido de uma jovem de 19 anos moradora do bairro Jabour, em Vitória.
Em conseqüência do serviço clandestino, a gestante morreu na segunda-feira (11), vítima de uma infecção no útero.
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O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção às Mulheres (DHPM), André Cunha, revelou que a responsável pelo aborto é uma costureira de 50 anos identificada inicialmente apenas pelo nome Carmem. Ela chegou a prestar depoimento na unidade mas foi liberada em seguida uma vez que o tempo para confecção do flagrante já havia expirado.
“Conseguimos identificá-la como a pessoa que fez o aborto na Camila e ela foi detida à tarde em Feu Rosa. Ela foi interrogada e agora as investigações vão prosseguir uma vez que temos recebido denúncias de outros abortos realizados por essa mulher de prenome Carmem”.
Além da identificação da costureira como responsável pelo aborto, a polícia chegou a uma outra moça que teria pago pelos serviços da acusada. O caso, no entanto, aconteceu há cerca de três meses mas na mesma casa onde Camila foi submetida ao procedimento abortivo.
“Agora à tarde foi identificada ainda outra moça que teria feito o abordo no mesmo lugar da Camila. Ela confessou a prática e reconheceu a mulher detida como a responsável. Ela aponta o local inclusive o mesmo em que a Camila foi na sexta-feira”.
O delegado André Cunha ressaltou que apesar da acusada ter sido liberada, as investigações continuam. Com o encerramento do inquérito, Carmem deve ser indiciada por aborto qualificado com resultado morte.
O caso
A polícia investiga a morte de uma adolescente de 19 anos depois de um aborto clandestino realizado no bairro Feu Rosa, na Serra. A jovem, que é do bairro Jabour, em Vitória, morreu nesta segunda-feira (11) e familiares da vítima estão recebendo ameaças. O caso é tratado como homicídio e será investigado pela Divisão de Homícidios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Ainda segundo a tia, Camila escondeu a gravidez da família e negou a gestação apesar da desconfiança da mãe. "A minha irmã estava desconfiada. Chegou a perguntar, mas ela falava que nunca iria engravidar mais na vida dela. Nem na Pro-Matre ela quis dizer a verdade. Ela só contou quando essa amiga dela chegou lá e insistiu muito, aí ela contou a verdade".
No quarto mês de gravidez, a jovem realizou o aborto na última sexta-feira (8) e pagou R$ 400 pelo procedimento. Na mesma noite, Camila começou a passar mal em função de ter todo o útero perfurado. No sábado, ela buscou ajuda em hospital de Vitória, mas não resistiu à infecção e morreu.
