Consumidor poderá ter que pagar por sacola plástica em padarias capixabas
Com a decisão de proibir o uso de sacolas plásticas em supermercados e padarias no município da Serra, o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Espírito Santo (Sindipães) já estuda alternativas caso a medida comece a valer também para todo o Estado.
A cobrança pelo uso das sacolas biodegradáveis não está descartada, mas, de acordo com o presidente em exercício do sindicato, Luiz Carlos Azevedo de Almeida, os empresários do setor vão buscar alternativas para evitar que tanto o consumidor quanto o dono da padaria seja prejudicado. O valor também ainda não foi definido.
“O custo da sacola biodegradável é muito alto, mas vamos buscar alternativas. Não temos interesse de cobrar do nosso cliente, mas também não podemos assumir esse ônus sozinhos”, destacou.
Azevedo afirmou ainda que o sindicato vai realizar diversas ações de conscientização junto aos clientes para o uso das sacolas retornáveis e biodegradáveis. “Estamos com propostas para trabalhar essas informações para que todos possam abraçar essa causa do meio ambiente”.
Após ter sido sancionado pelo prefeito Sérgio Vidigal (PDT), as sacolas na Serra serão proibidas. Os supermercados e padarias terão prazo de até dois anos para se adaptar. As sacolas devem ser vendidas por até R$ 0,22.
Em Vitória, onde a utilização já está proibida, os supermercados oferecem aos clientes as sacolas retornáveis. Cada uma custa menos de R$ 4. Quem leva a sua própria sacola para o supermercado recebe um desconto de R$ 0,03 a cada cinco produtos comprados. Parece pouco, mas representa uma economia de R$ 468 mil por ano, de acordo com os empresários do setor.
