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Desorganização e tumulto durante prova do concurso da PM em Vitória

Tropa de choque, correria e muito tumulto. Tudo isso aconteceu na tarde deste domingo (11) na Universidade Federal do Espírito Santo durante aplicação das provas do concurso público da Polícia Militar.

A confusão começou devido ao fechamento dos portões que, segundo candidatos, aconteceu antes do horário previsto. “Estava marcada para 14 horas. Eu cheguei às 13h30 e o portão já estava fechado. Olha o tanto de gente que prejudicou. Não fui só eu não”, disse um candidato revoltado.

 De acordo com outro candidato, o erro foi de um vigilante da universidade. “O vigia que trabalha aí na Ufes fechou o portão e na hora, ele assumiu que tinha feito errado. Falou que não ia deixar e pronto”, comentou o rapaz. 
  
Uma das janelas de uma das salas foi quebrada. Mesmo quem se esforçou para chegar no horário previsto para a prova, ficou de fora. “Eu trabalhei a noite inteira até as 8h. Não almocei, estou sem comer até agora. Paguei taxi, peguei ônibus, as pistas estão cheias de buracos, cheias de obras e mesmo assim eu cheguei a tempo”, contou um jovem. 
  
A desorganização também era refletida dentro das salas onde os testes eram aplicados. Candidatos com a prova e celulares nas mãos conversando com quem estava do lado de fora.  Quem veio de longe reclamou. “Eu saí de Belo Horizonte, comprei passagem, paguei R$ 450. Saí de lá as 6h30 e olha só como minha sala está: a prova está na minha mão, se eu quiser colar eu vou colar. Isso é um absurdo! Eu tive um prejuízo de, no mínimo, R$ 600 para fazer essa prova”, disse um candidato com parte do corpo para fora da janela de uma das salas. 
  
Militares tentaram conter os manifestantes. Mas foi necessário acionar a tropa de choque. De um lado, estava o Batalhão de Missões Especiais. Do outro, as pessoas que querem fazer o concurso da PM. 
  
Os candidatos que ficaram do lado de fora foram cercados. O clima estava tenso no campus da universidade. A tropa de choque do BME encontrou com a tropa de choque da ROTAM, para conter a manifestação. E tudo que os estudantes que não conseguiram fazer a prova querem neste momento é o cancelamento da prova.  Assim como quem está dentro das salas. 
  
Quem perdeu a prova do concurso para soldado da Polícia Militar promete ir à Justiça. “Tem um abaixo assinado aí, nós vamos fazer um boletim de ocorrência na Polícia Civil porque isso é um desrespeito. Eu saí de lá chorando e tremendo”, contou uma candidata insatisfeita.

Depois de muito tumulto, manifestantes que não conseguiram fazer o teste deixaram o campus vigiados pela polícia. Na universidade federal ficaram marcas de vandalismo. Quase duas horas depois do início da confusão, a prova foi cancelada e os candidatos liberados. 

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