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Emprego ideal tem incentivo para criar e rede social liberada


foto: Reprodução/Internet
Emprego
Os consultores de recursos humanos Glauber Coelho e Eliana Machado, além da psicóloga Angelita Scádua, dão dicas para conseguir um bom emprego e se manter nele.

Característica de um bom emprego
Como identificar:

A remuneração é importante, mas outros fatores devem ser observados. O primeiro passo é observar a estrutura da empresa e as possibilidades de crescimento. Outro ponto interessante são os valores. É vital observar se o jovem concorda com a forma como a empresa trabalha. 

Porém, o mais importante de tudo é a pessoa se identificar com o trabalho, com a empresa e com a área que escolheu. Depois disso vêm os benefícios e o salário.

Confira dicas para chegar ao emprego dos sonhos

Não existe uma receita pronta. O primeiro passo é avaliar bem o trabalho. Estar antenado ao que acontece no mercado e aos negócios da empresa onde pretende trabalhar. Além de se aprimorar em conhecimentos didáticos e também na formação pessoal. 

Para a empresa: dicas para manter o jovem no emprego

Eles precisam de regras claras, de saber onde irão chegar realizando determinada tarefa ou produção. Mostre-lhes um propósito superior sobre as aspirações de suas realizações e nunca deixem de valorizar suas ideias, por mais absurdas que sejam.

Estruturem planos de reconhecimento e recompensa por suas realizações, e conceda-lhes oportunidade de crescimento dentro da organização, sempre estabelecendo metas claras, desafiadoras, mas factíveis.

Tente traçar um plano que exponha de forma objetiva um balizador onde esse jovem possa equilibrar seus sonhos e aspirações de um emprego ideal à realidade da atual funcão.Uma pesquisa divulgada nos últimos dias pelaCisco Connected World Tecnology revelou um fato inusitado. Quase metade dos jovens brasileiros prefere acesso a redes sociais, liberdade para usar a internet e mobilidade do que salário alto. Em todo o mundo, a média dos jovens que fazem parte deste grupo chega a 33%. No Brasil sobe para 44%. Cerca de 2,8 mil estudantes em 14 países foram ouvidos. 
Curioso, não? Se a informação pode soar estranha para você, especialistas, psicólogos e consultores de recursos humanos afirmam que esses números nada mais representam do que uma tendência mundial da geração conhecida como Y. E esse comportamento não é só um reflexo do tempo em que passamos quase todo o dia conectados. A personalidade destes jovens foi moldada desde cedo, com forte influência da criação que receberam. 

A psicóloga e especialista em desenvolvimento adulto e felicidade Angelita Scárdua afirma que os jovens querem ter no trabalho a mesma relação que possuem em casa com  aparelhos eletrônicos. "A rotina dos jovens de hoje é pautada na relação com os aparelhos digitais. Dai vem a dificuldade de não ter acesso a esses dados. A expectativa deles é que no trabalho continuem podendo falar ao celular em reuniões, e façam tudo que fariam em casa", explica. 

Além de estender o tempo online, a forma como a geração Y foi criada também interfere na relação dos jovens com o trabalho. "A geração que tem até 30 anos, por exemplo, cresceu em um contexto muito pouco rígido. Desta forma isso é levado para o ambiente de trabalho. Eles têm dificuldade em receber ordens, em aceitar críticas e outras formas de controle. Assim, na criação destas pessoas, cada um tinha um aparelho eletrônico, estavam sempre conectados. Antigamente todos tinham que dividir as coisas", explica Angelita.

Para manter as regalias que possuem em casa, como acesso a redes sociais e possibilidade de andar sempre com telefones e gadgets ligados, muitos jovens estão dispostos a abrir mão da remuneração. Angelita lembra ainda que muitos destes jovens ainda vivem com os pais, e por isso o dinheiro que recebem como remuneração é só uma complementação de renda, e não o necessário para viver. 

Multitarefas e antenados

Se por uma lado os jovens não são muito bons em receber críticas, por outro são capazes de desempenhar várias funções ao mesmo tempo. Gerente de recursos humanos de uma empresa da capital, Eliana Machado explica que essa é outra característica da geração. "Na verdade, os jovens estão buscando mais conhecimento o tempo todo. Eles gostam de fazer várias coisas ao mesmo tempo e as empresas devem estar adaptadas a isso", acredita.

Contudo, Eliana ressalta que abrir mão de uma remuneração melhor ou até mesmo de direitos e benefícios trabalhistas é um fato preocupante. Ela diz ainda que muitos empresários não estão prontos para a nova forma com que a geração "Y" trabalha, e podem achar que os novos profissionais estão enrolando. Por isso, é importante dosar o acesso as redes sociais, por exemplo.  

Meu escritório é na praia 

Também consultor de recursos humanos, Glauber Coelho destaca que uma das características mais marcantes da atual geração é a vontade de aliar trabalho e lazer. E que por isso a conectividade dos novos profissionais é muito alta. "Mesmo não se levando em consideração a qualidade dos contato que fazem, ou que desenvolvem, mas sim a intensidade. Sonham em aliar trabalho com prazer e lazer", explica. 


Ainda sobre as características do novo grupo de pessoas que chega ao mercado, Coelho diz que estudos destacam que essa geração adora receber retorno sobre o trabalho que desempenha. Ele alerta ainda que o mundo mudou, que as relações sociais não são mais as mesmas e que as empresas, para não perder jovens talentos devem se adaptar a essa nova realidade.

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