Portal Guia Serrano - Serra-ES - : Justiça barra candidatura de Gratz, Gilson Gomes e Vasco Alves Justiça barra candidatura de Gratz, Gilson Gomes e Vasco Alves ================================================================================ Josué de Oliveira - Redação Folha Vitória on 06/08/2010 04:40:00 Apesar da decisão, ele continua como candidato até que o recurso da defesa seja julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de Gratz, foram impedidos de concorrer as próximas eleições o ex-deputado Gilson Gomes e o ex-prefeito de Vila Velha, Vasco Alves. O relator do processo, o juiz Rodrigo Júdice, entendeu que Gratz não poderia disputar as eleições por ter todas as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Espírito Santo (TCES), por ter cometido crimes de peculato, corrupção eleitoral, além de estar em débito com a Justiça Eleitoral. O voto do relator rejeitou o item de que Gratz não poderia disputar o pleito pelo fato de estar com os direitos políticos suspensos. Segundo o magistrado, o ex-presidente da Assembleia poderia disputar o cargo de senador por já ter cumprido a pena de três anos de inelegibilidade referentes ao seu mandato de deputado em 2002. Gratz chegou à sessão quando já tinha começado e saiu antes dela terminar. Ficou cerca de 10 minutos no Tribunal. Seu advogado de defesa, Leonardo Gagno, fez um longo pronunciamento contra a lei que impede candidatos que tenham pendência na Justiça de concorrer a um cargo público. “Essa Lei é inconstitucional que serve apenas para fixar o regime autoritário. Ninguém pode considerar culpado até que seja julgado”. A defesa tentou sensibilizar os juízes pedindo para que seja respeitada a constituição. "Deixem Gratz se submeter ao crivo do povo capixaba". Atualmente, o ex-presidente da Assembleia responde a mais de 200 processos na Justiça e aguarda julgamento de recursos no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a sessão, foram indeferidas ainda as candidaturas do ex-prefeito de Vila Velha Vasco Alves e o ex-deputado Gilson Gomes, acusado de integrar esquema de irregularidade na gestão do então presidente da Assembléia José Carlos Gratz. Gomes iniciou a semana com dois votos favorável a sua candidatura. Na última quarta-feira (4), no entanto, o jogo virou e teve três votos para ser barrado. O voto final foi revelado nesta quinta-feira pelo juiz Rodrigo Júdice, que havia pedido vista do processo e seguiu a maioria dos colegas do Pleno. A maioria dos juristas entendeu que as contas de Gomes que foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas configuram situação enquadrada na lei da Ficha Limpa por ter causado danos aos cofres públicos e ato doloso. Todos os candidatos que foram impugnados podem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o próximo dia 19. Enquanto não for julgado o recurso, eles podem continuar concorrendo às eleições.