Convento é marco da arquitetura colonial no Estado
Detalhe do altar Mor: seguindo o estilo artístico rococó, executado em mármore, o espaço foi remodelado pela última vez em 1910.
No alto da Penha, o convento imponente representa a fé e a devoção à Nossa Senhora, a mãe de Jesus. Marco da arquitetura do período colonial brasileiro, a edificação foi tombada como patrimônio histórico cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1943. Desde janeiro de 2009, o altar mor do Convento da Penha está sendo restaurado. A previsão é que em janeiro de 2011 a obra esteja concluída.
O projeto de restauração do Altar Mor e do Arco do Cruzeiro do Convento da Penha está sob coordenação dos restauradores Ailton Tadeu Costa e Catarina de Cássia Zambe Costa. O trabalho visa salvaguardar o precioso bem cultural do Estado. Para isso, depois de muita pesquisa, a dupla encontrou as camadas originais do altar, que datam de 1800.
O estilo artístico rococó, baseado em cores claras, tons pastéis e douramento é predominante no Convento da Penha. "Encontramos duas camadas de tinta em cima do douramento do altar, algumas partes estavam comidas por cupim. Abrimos pedaços na estrutura para encontrarmos uma sequência lógica para o trabalho de restauração. Usamos resina para restaurar os defeitos. Esperamos entregar a obra no início de 2011", comenta Aílton.
Edificado no cume do penhasco, de 154 metros de altitude, e localização privilegiada, a 500 metros do mar e no centro da cidade de Vila Velha. Oferece aos visitantes a mais bela vista panorâmica de parte das cidades da Grande Vitória, além do esplendor do pôr-do-sol.
No interior do Convento, o espaço mais expressivo é o da Igreja com a preciosa Capela-Mor. O interior da igreja é revestido, parcialmente com madeira em cedro, entalhada com motivos fitomorfos, executada pelo escultor português José Fernandes Pereira, nos anos de 1874 a 1879, inclusive o assoalho com trabalho de marchetaria que no ano de 1980 foi reformado.
O Altar Mor da Igreja, executado em mármore, foi remodelado em 1910. Possui cuidadosa talha de madeira dourada do escultor italiano Carlo Crepaz, adotando a caligrafia de ornamental do ecleticismo pontuada por capitéis, coríntios, festões, guirlandas com elementos vegetalistas, medalhões, anjos e frontão, datando do século XIX.
No centro do retábulo, o nicho de Nossa Senhora, que abriga a Imagem da Virgem da Penha, de origem portuguesa, de 1569. A imagem é ladeada por anjos e querubins e honrada com as imagens dos maiores santos franciscanos: São Francisco de Assis e Santo Antônio de Lisboa e de Pádua.
Enobrecem as paredes da capela as primorosas obras paisagísticas do Convento da Penha, realizadas por Vitor Meireles, encomendadas por Frei João Costa, entregues em 1877, e as obras sacras de Pedrina Calixto, assinadas nos anos de 1926 a 1927.
Este santuário testemunha, desde os primórdios do povoamento da terra capixaba, a trajetória histórica evangelizadora dos religiosos da Ordem dos Frades Menores da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil e, também, a devoção a Nossa Senhora da Penha, padroeira do Estado do Espírito Santo, que ultrapassa as barreiras do Estado, pois milhares de romeiros e devotos chegam ao Santuário para visitá-lo, render graças e apresentar homenagens e pedidos. (Com informações do site fanciscanos.org.br).



Comente