Governo do Estado já negocia com militares para evitar greve como a da Bahia no Carnaval
Com o objetivo de evitar uma possível greve na Polícia Militar como a que acontece na Bahia, o governo do Estado do Espírito Santo já começou a negociar com a categoria.
Os militares capixabas não descartam possibilidade de paralisação durante o carnaval. No próximo dia 15 eles farão uma assembleia para definir os rumos do movimento.
o diretor da Associação de Cabos e Soldados e porta-voz do movimento reivindicatório, Flávio Gava, explicou que até esta data está recebendo as proposta do Governo. A Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) informou, por meio da sua assessoria, que o Governo está em negociação sobre a análise de carreira para chegar a um acordo com os policiais. No entanto, ainda não há nenhuma posição definidada.
Gava explicou que a categoria conversou sobre o assunto com o secretário de Segurança Pública há mais de um ano, mas não houve avanço nas negociações. Os policiais reivindicam uma recomposição salarial e um aumento de vagas no quadro organizacional para possibilitar promoções. Atualmente, o salário inicial de um soldado é de aproximadamente R$ 2,2 mil. A proposta da categoria é de reajuste de 46% dividido em três anos, além da recomposição inflacionária. “Também temos outras demandas, que não são prioritárias, mas também são muito importantes”, explicitou.
Paralisação na Bahia
Os cerca de 2 mil filiados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), do universo de 32 mil PMs e bombeiros da ativa no Estado, decidiram paralisar as atividades na última terça-feira (31) para cobrar do governo a incorporação de gratificações aos salários, além de regulamentação para o pagamento de adicionais, como de periculosidade e acidente.
Policiais da Força Nacional e tropas do Exército foram convocadas para fortalecer a segurança.
De acordo com o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, dois terços do efetivo da PM no Estado trabalham normalmente, mas há relatos de paralisação das ações policiais, com consequências como vandalismo e arrastões, em algumas grandes cidades, como Ilhéus, no litoral sul do Estado, e Feira de Santana, segundo maior município baiano, a 110 quilômetros de Salvador.
Em Salvador, ameaças de arrastões levaram lojistas do Centro a encerrar as atividades mais cedo. Desde o início do movimento, cerca de 100 integrantes da associação estão acampados na entrada da Assembleia Legislativa.



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