Criança de apenas 4 anos é proibida de sair de escola por atraso de 5 dias na mensalidade

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Uma criança de apenas quatro anos foi impedida de ir para casa no fim das aulas, porque o pagamento da mensalidade estava atrasado há cinco dias. 

Segundo o pai da criança, Silvio César de Oliveira, um dia antes da ocorrência a proprietária da escola entrou em contato com ele informando o atraso da mensalidade.  Ele explicou que, por causa da correria de trabalho ainda não tinha comparecido à escola, mas que iria até o estabelecimento para efetuar o pagamento.

No dia seguinte, a mãe foi até a escola para buscar o filho, porque o transporte escolar não foi autorizado a retirar a criança da escola. Ela ficou esperando durante 15 minutos e, só depois da espera, a mulher foi informada de que a criança só poderia ser liberada com a presença do pai.

Silvio compareceu à escola e registrou toda a discussão com a proprietária da unidade de ensino. Ao ser questionada sobre o que estava acontecendo e sem saber que estava sendo filmada, a mulher disse que não iria liberar a criança.

"Você combinou uma coisa comigo e não fez. São apenas cinco dias, mas está atrasado e as coisas combinadas precisam ser acertadas. Você não tem direito de entrar assim na minha sala e eu não vou liberar a criança", disse a proprietária da escola. 

A confusão continuou quando o marido da propreitária quis conversar com o pai da criança, que afirmou que eles não tinham o direito de prender o filho na escola. "Vocês não têm o direito de prender meu filho aqui por causa de pagamento", alegou o pai.

A câmera do pai do menino registrou o momento em que o marido proprietária da escola o expulsou do local. "Pega seu filho, vai embora e nunca mais apareça aqui, porque você está achando que a gente é palhaço. Na escola em que você se criou eu já estou criado há muitos anos", disse o homem.

O pai do aluno disse que foi agredido pelo marido da proprietária da escola ao sair do estabelecimento. "Quando eu coloquei meu filho no banco traseiro do carro, o homem me deu uma gravata, tomou o celular da minha mão e jogou em um mato próximo a escola", contou Silvio.

A dona da escola localizada no bairro Morada de Laranjeiras, na Serra, preferiu não dar declarações sobre o ocorrido.

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