Ambientalistas e moradores querem preservar casarão em Carapebus

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Construção erguida em 1937 corre risco de ser demolida

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Moradores de Balneário Carapebus, na Serra, e ambientalistas realizaram um protesto simbólico, na manhã deste sábado (23), contra a derrubada de um tradicional casarão erguido em 1937 numa fazenda de oito hectares. A propriedade particular foi vendida pelos donos há pouco mais de um ano para uma construtora, que planeja um empreendimento imobiliário no local. Parte do telhado do imóvel e benfeitorias da fazenda já foram destruídos.

A pedido dos moradores e de organizações não governamentais, as Secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Meio Ambiente da Serra embargaram a demolição da casa. De acordo com a assessoria de imprensa do Executivo municipal, a prefeitura determinou que a empresa readeque o projeto, já que há uma área de proteção ambiental no local. A intenção da prefeitura é de transformar o casarão na sede da Associação de Proteção Ambiental de Praia Mole.

O diretor de projetos do Instituto Goiamum, Iberê Sassi, que organizou o protesto, contou que transformar a fazenda em um patrimônio histórico será um grande presente aos moradores da Serra. Segundo Iberê, o local possui toda uma simbologia histórica e cultural para o município.

"Nossa intenção é de que este local seja tombado como patrimônio histórico. Esse casarão tem toda uma história. A área verde que o cerca tem até pedaços da Mata Atlântica. Ninguém pode chegar aqui do nada e sair derrubando o que vê pela frente", contou.

O casarão com 52 cômodos fica cercado por uma área verde com árvores nativas da Mata Atlântica. Durante a visita neste sábado, moradores e ambientalistas percorreram toda a área. A diretora do Instituto do Verde, Maria Aparecida Pinto, contou que vai lutar para que o local seja transformado em uma área ambiental.

"Vamos lutar por esse lugar. Quem visita essa área se encanta. Essa área verde precisa ser preservada. O município da Serra não faz ideia do quanto essa área é importante para o município", contou.

A construtora, por determinação da Prefeitura, teve que colocar uma lona plástica no telhado para proteger a área interna do local. No entanto, várias benfeitorias da fazenda já foram destruídas.


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