Médicos capixabas participam de paralisação em protesto contra planos de saúde
Os médicos credenciados junto às operadoras e aos planos de saúde vão suspender o atendimento em todo o país, inclusive no Espírito Santo, no próximo dia 7 de abril.
Eles reclamam da remuneração dos honorários que, além de baixa, é paga com atraso pelas empresas. Nesta terça-feira (28), representantes do Sindicato dos Médicos do Espírito Santo (Simes) farão uma reunião na parte da tarde para convocar os profissionais filiados para o protesto.
O presidente do Simes, Otto Batista, revela que já conseguiu marcar uma audiência na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) para discutir o assunto. “Nós estamos capitaneando essa paralisação aqui o Estado e na Região Sudeste. Também conseguimos marcar uma audiência no mesmo dia da paralisação na Assembleia Legislativa”, disse.
Eles também criticam a interferência das empresas na sua autonomia e a insuficiência da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) na regulação do diálogo entre os planos e os prestadores. A categoria exige ainda que as operadoras e a ANS efetivem a regularização dos contratos com a inclusão de cláusulas de periodicidade e critérios de reajustes.
Para evitar prejuízos no atendimento médico, as entidades participantes garantem que os atendimentos de urgência e emergência se manterão ativos. Apenas consultas e exames serão transferidos para outra data.
Uma pesquisa divulgada no ano passado já havia quantificado essas queixas, mostrando que 92% dos médicos credenciados reclamam da interferência das operadoras. Segundo as entidades médicas, as queixas se mantêm apesar das operadoras conseguirem altos lucros.
Em comunicado, o CFM diz que, “em 2011, as 1060 operadoras de planos de saúde devem faturar mais de R$ 70 bilhões. Nos últimos sete anos, as empresas tiveram um incremento de 129% em sua movimentação financeira, passando de R$ 28 bilhões para R$ 64,2 bilhões. No entanto, no mesmo período, o valor da consulta subiu apenas 44%”.



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