Greve dos vigilantes deve causar transtornos para clientes de bancos a partir de segunda
Os capixabas que precisarem pagar contas e utilizar serviços bancários devem enfrentar transtornos a partir da próxima segunda-feira (14).
É que os vigilantes prometeram greve e muitas agências podem ficar fechadas na Grande Vitória. Segundo o presidente de honra do Sindicato dos Vigilantes do Espírito Santo, Francisco José Gomes Alvarenga, um encontro será realizado a partir de 8 horas de segunda, no Centro de Vitória. “Vai ser a primeira reunião do dia e vamos decidir os rumos da greve. O Dissídio Coletivo já foi instaurado e estamos aguardando um posicionamento da Justiça”, esclareceu. Com relação ao funcionamento das agências, o presidente da associação explicou que essa definição fica a critério de cada gestor. “Vale lembrar que os caixas eletrônicos e a internet estarão sempre à disposição dos usuários. Onde houver condições, as agências devem ficar abertas”, acrescentou. O Caso
Os vigilantes decidiram entrar em greve depois de uma tentativa de conciliação que ocorreu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) no mês passado. “Também participamos de reuniões a pedido dos patrões, mas eles não chegam a um consenso. Por isso, optamos pela paralisação”, acrescentou Alvarenga.
A categoria reivindica reajustes no salário, no tíquete de alimentação e no adicional do risco de vida. Os trabalhadores querem receber um adendo salarial de 10,5%, além do valor do tíquete passar dos atuais R$ 10,60 para R$ 12,50 e o adicional de risco de vida aumentar de 7% para 15%. A respeito deste último, eles argumentam que desde quando foi criado em 2008 não houve um reajuste sequer, portanto ficou congelado durante dois anos.
Com a greve, muitas pessoas já se preocupam com a falta de dinheiro nos caixas eletrônicos e a dificuldade para pagar as contas. Porém, segundo o presidente da Associação de Bancos do Espírito Santo, Jorge Eloy, isso não irá acontecer no Estado. “Não corremos o risco de ficar sem dinheiro”, garantiu.
As conversas começaram no mês de outubro de 2010. De acordo com a categoria, após serem esgotadas as negociações com o sindicato patronal, foram feitas tentativas de marcar audiência duas vezes no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), mas sem sucesso. Agora, os vigilantes exigem os valores determinados por eles para não pararem de trabalhar.
A greve será total e terá a participação de vigilantes de bancos, loterias e de carros-fortes.



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