Governo do Estado quer antecipar dissídio para acabar com a greve de ônibus

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A procuradoria-geral do Governo do Estado vai pedir, em regime de urgência, na manhã desta segunda-feira (29), o pedido à presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Vanda Lúcia Decuzzi, para antecipar o julgamento do dissídio dos rodoviários, que está marcada para acontecer nesta sexta (03).

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A decisão de solicitar a antecipação do dissídio aconteceu por conta dos problemas ocorridos na última sexta-feira (26) no terminal de Campo Grande, em Cariacica. A população se revoltou com a demora dos ônibus e a greve e queimaram 4 ônibus e apedrejaram 20 coletivos, eles ainda fecharam a BR 262 e muitos passageiros ficaram a pé.

Segundo o procurador-geral do Estado, Rodrigo Rabello, não há motivos para que a greve continue, porque o dissídio já tem data marcada. Durante a greve de ônibus pelo menos 300 mil passageiros estão sendo prejudicados.

A Justiça determinou que os motoristas e cobradores devem manter 50% da frota em circulação, sob pena de multa de R$ 20 mil por dia. Segundo o TRT, até o momento, os grevistas estão cumprindo essa exigência. Ao contrário das paralisações anteriores na Grande Vitória, a maioria dos passageiros não teve dificuldades ao utilizar o transporte coletivo.

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes) comentam que a paralisação é desnecessária levando em conta que a decisão sobre o reajuste dos rodoviários se dará só com o julgamento do dissídio.

Reivindicações
Os rodoviários reivindicam reajuste salarial de 30%, plano de saúde integral, reajuste de R$ 4 no ticket alimentação, além de equiparar o salário de fiscal com o de motorista.

O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Espírito Santo (Setpes) informaram que ofereceram aos rodoviários um reajuste de 5,39%, referente ao INPC acumulado entre novembro de 2009 e outubro de 2010, a ser aplicado sobre salário, plano de saúde, seguro de vida e ticket refeição.

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