Greve mantém bancos fechados nesta terça-feira (5)

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A greve dos bancários entra no sétimo dia nesta terça-feira (5), segundo informou a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores) na segunda-feira (4).

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 A categoria iniciou paralisação por tempo indeterminado na última quarta-feira (29).

Os funcionários das instituições financeiras reivindicam reajuste de 11% nos salários, mas a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) aceita repassar 4,29% de aumento, valor que representa apenas a reposição da inflação acumulada de setembro de 2009 até agosto passado.

Além do aumento, os bancários querem elevação do piso salarial, aumento do PLR (Participação nos Lucros e Resultados), maior segurança contra assaltos e sequestros, mais contratações e medidas para cuidados da saúde com foco no combate ao assédio moral.

Em todo o país, 6.527 agências não abriram as portas na segunda-feira, 69% a mais do que no primeiro dia de paralisação, segundo balanço da Contraf. Esse número representa mais de 30% do total de agências espalhadas pelo Brasil.

A greve atinge principalmente as agências localizadas nas capitais e nos grandes centros financeiros, segundo o presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários, Carlos Cordeiro.

- O final de semana não esfriou a mobilização dos bancários. Ao contrário, a categoria está demonstrando sua capacidade de resistência e enfrentamento à intransigência dos bancos, que continuam sem apresentar uma nova proposta com avanços econômicos e sociais.

Nesta terça-feira, o Comando Nacional dos Bancários, que reúne representantes de diversos sindicatos do país, fará uma nova assembleia, às 16h, em São Paulo.

Esses encontros são periódicos e servem para debater a continuidade da paralisação, além de discutir as propostas dos bancos, caso elas surjam. Até agora, a Fenaban não acenou com outra sugestão para encerrar a greve, além daquela inicial, de aumento de pouco mais de 4%.

Transtornos

A greve dos bancários causa dificuldades para a população brasileira. No geral, os clientes podem pagar a maior parte das contas nas casas lotéricas, mas o limite de operações de R$ 1.000 é um grande obstáculo.

No Rio de Janeiro, os consumidores sofrem com as grandes filas dos caixas eletrônicos. O assistente administrativo, Marcos Paulo Raul, era um dos muitos cariocas que estavam em uma grande fila do caixa eletrônico, do lado de fora de uma agência do centro na segunda-feira.

- Quem não consegue pagar via internet, só no caixa rápido. E pelas grandes filas que tem aqui, está complicado. Estou levando pelo menos o dobro do tempo que eu levaria normalmente aqui no banco. As pessoas têm mais coisas pra resolver, mais contas para pagar e assim há uma demora maior.

De acordo com o Sindicato dos Bancários do Rio, na segunda-feira, 639 agências fecharam as portas e cerca de 17,5 mil bancários estavam em greve na cidade.

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