Bancários mantêm greve e agências não abrem na segunda
Quem precisou utilizar os serviços bancários nesta sexta-feira (01) teve que esperar o fim do expediente bancário.
É que apenas após às 16 horas as portas das agências foram liberadas e os clientes puderam utilizar os caixas eletrônicos. Ao todo foram 144 agências fechadas, sendo 31 na Grande Vitória e 53 no interior do Estado.
No Centro de Vitória o cenário que se viu foram pessoas entrando e saindo das agências na tentativa de conseguir realizar as operações nos caixas 24 horas. Nesta sexta nenhum banco do Centro teve as portas abertas antes do fim do expediente. Banestes, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Real Santander e Bradesco só tiveram os caixas eletrônicos disponibilizados no fim da tarde.
Mesmo com os cartazes de greve afixados nos vidros, algumas pessoas conseguiram ser atendidas. O turismólogo, Luciano Andrade, 35, foi ao banco para realizar algumas transações que dependiam do gerente e mesmo com a agência fechada conseguiu ser atendido.
"Em virtude dessa mudança, o horário mais propicio até para fugir dos piquetes é após o expediente das agências. A empresa é cliente há muitos anos e por isso conseguimos realizar as operações".
Já o auxiliar administrativo, Thiago Madalan, 28, trabalha em uma financeira e com os bancos fechados até o movimento no local caiu. Os clientes estão com medo de não conseguirem o dinheiro necessário.
"Na nossa empresa trabalhamos com consignação e por conta da greve os clientes não estão aparecendo. Eles acham que não vão conseguir o dinheiro. Mas estamos fazendo de tudo. Depois do horário sempre venho na agência fazer o depósito e se tivermos sorte o dinheiro entra no mesmo dia para o cliente".
Já o Sindicato do Bancários (Sindibancários) informou que no domingo será realizada uma assembleia para que a greve de segunda-feira (4) seja organizada. Segundo a diretoria ainda não houve uma nova proposta e por isto os bancos irão amanhecer fechados na próxima semana.
Os bancários querem um reajuste salarial de 11%. No entanto, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu aumento de apenas 4,9%. Com isso, não houve acordo entre as partes envolvidas e a greve foi deflagrada em vários estados do país, inclusive no Espírito Santo.



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