Máquina de fabricar gelo é motivo de polêmica em Itapemirim
Uma máquina de fabricar gelo é motivo de polêmica em Itaipava, distrito de Itapemirim. Ela pertence à Associação de Pescadores do local, custa R$ 360 mil e está parada há dois anos, em um terreno particular. Agora, o dono do espaço quer receber pelo aluguel.
O equipamento foi cedido pelo Governo do Estado à Associação. Mas esta, diz que não recebeu nenhum tipo de apoio para a construção de um local onde a fábrica de gelo pudesse funcionar. Ainda de acordo com a Associação de Pescadores, a máquina foi deixada no terreno sem nenhum tipo de contrato.
Mas o dono do terreno, Rogélio Moulin, está movendo um processo cobrando pelo aluguel. "Nada foi dito sobre valores. Recebemos com surpresa a notificação de que temos que pagar R$ 4.800 em atraso", diz o assessor jurídico da Associação, Geraldo Buarque.
Por causa do processo, mesmo com a concessão de um terreno pela Prefeitura de Itapemirim, a máquina não pode ser removida do local. O equipamento, que tem capacidade para produzir 48 toneladas de gelo por dia e poderia gerar economia de 40% para os pescadores na compra do produto, continua parado.
Solução
A Secretaria Estadual de Agricultura, Abastecimento e Pesca (Seag), informou que em dezembro de 2009 firmou um novo convênio com a Prefeitura de Itapemirim. Nele, a Seag se dispõe a repassar parte dos recursos financeiros para a realização da obra. Mas o município deve ceder o terreno e dar uma contrapartida financeira para a execução do serviço.
Já o secretário de Obras da cidade, José Santiago, informou que a princípio a máquina deve ser instalada em frente a Colônia de Pesca. Mas em uma reunião com a Secretaria de Pesca, foi comentada a possibilidade de analisar outros locais. Por enquanto, não há prazo de quando isso vai acontecer.



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