Farmácia é interditada pela Anvisa por vender remédios vencidos em Vila Velha

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) interditou uma farmácia que comercializava medicamentos vencidos e vendia remédios de tarja preta sem receita médica em Santa Mônica, Vila Velha.

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 Em outra ação, a Anvisa também fechou uma fábrica que produzia remédios fitoterápicos.

A operação foi realizada em conjunto com a Secretaria Estadual de Saúde e aconteceu na noite desta quinta-feira (1), após uma denúncia anônima. O proprietário da farmácia interditada foi conduzido ao Departamento de Polícia Judicária (DPJ) de Vila Velha. Caso a situação não seja regularizada, o estabelecimento pode ser multado e a autorização de funcionamento pode ser cancelada.

De acordo com Renato Hurtado, fiscal da Anvisa, todos os produtos foram apreeendidos e encaminhados à delegacia da Polícia Civil. "A farmácia foi interditada até o julgamento do processo administrativo", afirma Hurtado.

Foto: Reprodução TV Vitória
Ainda nesta quinta-feira (1), a Anvisa e a Secretaria Estadual de Saúde realizaram o fechamento de um laboratório de medicamentos fitoterápicos em Cachoeiro do Itapemirim, no sul do Estado. A fábrica funcionava em uma casa sem condições adequadas de higiene.
 
Segundo o fiscal Renato Hurtado, durante as operações da Anvisa pelo Brasil, foi possível observar a presença de produtos desta fábrica nas drogarias. "O setor de inteligência da Anvisa, junto com a Vigilância Sanitária Estadual, fez todo o trabalho de investigação e localizamos o endereço da fábrica."

A proprietária do laboratório foi presa em flagrante por dispor de medicamentos sem registro no Brasil. O marido da proprietária, que também é sócio da empresa, conseguiu fugir. De acordo com a Anvisa, nos rótulos dos produtos havia promessa de cura de doenças como a Aids.

"Muitas dessas empresas utilizam essa cultura de que produto natural não faz mal e fabricam produtos que prometem curas milagrosas. Mas não há comprovação científica de eficácia. Eles são fabricados, na maioria das vezes, em condições péssimas de higiene e sem nenhum controle de qualidade. Nenhum desses produtos tem registro na Anvisa", alerta Renato Hurtado, fiscal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.



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